espumante regional prosecco servido em taças

Espumante Prosecco e o conceito de vinho regional.

Espumante, Prosecco e Champagne não são exatamente sinônimos, como todo enófilo (estudante ou amante do vinho) já sabe. Mas para os recém-chegados ao mundo do vinho, vale a pena registrar o que é nome genérico e o que são vinhos de regiões específicas. No caso do Prosecco, a mudança que a Itália estabeleceu aos espumantes foi exatamente no dia 1 de agosto de 2009. Porém, vamos começar pelos franceses.

Espumante Champagne

Este é o caso daqueles produtos que se transformam em categorias. A região ao nordeste da França, conhecida como Champagne, foi certificada em 1927 como Appellation d’origine contrôlée (AOC), sendo a única que produz o verdadeiro champanhe, que é um espumante produzido pelas uvas Pinot Noir, Chardonnay e Pinot Meunier. O Champagne, também chamado champanhe ou champanha, não foi o primeiro espumante, mas com certeza é o mais famoso. Falaremos mais sobre ele noutra ocasião.

Todo Prosecco também é um espumante

Antes de agosto de 2009, todos os espumantes feitos com a uva prosecco podiam, claro, se autodenominar espumante Prosecco. Mas com a multiplicação da oferta de vinhos feitos com esta casta de uva branca, a Itália decidiu seguir o exemplo da França em relação ao Champagne e restringiu o uso do nome Prosecco. Após patentear os métodos de produção, ficou determinado que somente os espumantes da região de Valdobbiadene e Conegliano teriam essa marca. Além disso, ficou reconhecida que a uva teve sua origem numa pequena localidade perto de Trieste, chamada Prosecco, que também foi inclusa na DOCG (Denominazione de Origine Controlata e Garantita).

O selo DOCG, ganho por estas regiões, dá aos vinhos espumantes a garantia de procedência. A uva, então, mudou de nome e passou a ser chamada de uva Glera. Portanto Champagne e Prosecco são espumantes regionais que possuem selos de indicação geográfica.

Mas o que é diferente no vinho espumante?

A diferença do espumante para os demais vinhos é que ele passa por duas fermentações. A primeira é a mesma que ocorre com todos os vinhos, ou seja, o açúcar da uva é transformado em álcool pela fermentação. A segunda faz com que o vinho fique efervescente e aparecem então as celebradas bolhas, que nada mais são, do que gás carbônico aprisionado dentro da garrafa.

Existem dois métodos para se obter as bolhas:

Método Champenoise (ou Clássico / Tradicional) – é o processo feito pelos espumantes da região de Champagne, onde a segunda fermentação ocorre dentro da própria garrafa, que passa pela remouage (giro da garrafa) e dégorgement (degola – retirada das borras da tampa temporária).

Método Charmat – a segunda fermentação é obtida sob pressão em tanques de inox antes do engarrafamento. Este é o método usado no espumante Prosecco italiano.

Classificações dos espumantes

As diversas classificações dos espumantes se refere as quantidades de açúcar que ele recebe. Não existe uma norma internacional, mas a legislação brasileira determina da seguinte forma:

BRUT-NATURE: é aquele sem adição de açúcar.

EXTRA-BRUT: Até 6g por litro

BRUT: 6g a 15g por litro

SECO, SEC OU DRY: 15g a 20g por litro

MEIO DOCE, MEIO SECO OU DEMI-SEC : 20g a 60g por litro

DOCE: mais de 60g por litro

Espumantes do Brasil

Nosso país é relativamente jovem em relação à tradição e história europeia, mas aos poucos estamos construindo nossa reputação. O espumante em especial, produzido em solo brasileiro, ganha destaque a cada ano nos concursos e prêmios mundo afora. Os produtores investem em conhecimentos e tecnologias que vêm transformando a produção de vinhos e espumantes no Brasil.

Após a Lei da Propriedade Industrial 9.279 (LPI/96) de 14 de maio de 1996, o conceito de Indicação Geográfica para a produção de vinho e espumante se tornou realidade no Brasil. O INPI (Instituto Nacional de Propriedade Industrial) foi escolhido o órgão competente para estabelecer as condições necessárias para cada registro.

Portanto, o que todos os enófilos concordam é que as celebradas borbulhas na taça são necessárias em qualquer ocasião, sendo ele Prosecco, Champagne ou simplesmente um bom espumante.

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Equipe VinumDay • um vinho para cada dia

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5 comentários em “Espumante Prosecco e o conceito de vinho regional.

  1. Boa tarde, realmente as explicações sobre as diferenças estão bem claras, só que faltou falar sobre a Cava Espanhola que utiliza também o método tradicional e é feita de castas outóctones e tem tanta fama quanto as outras.

  2. O artigo está muito bom para, principalmente para os que estão ingressando no mundo do vinho, mas acredito que ficou faltando abordar as Cavas.

  3. Gostei muito das explicações mas, voces me responderam que: o que era envelhecido em carvalho é o licor que é acrescentado ao vinho no final da produção. Gostaria de saber mais à respeito desse licor. Abraço.

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